Com pouco mais de 600 dias faltando (esta marca será alcançada dia 20 de novembro), os Jogos Pan-Americanos de 2007 estão cada vez mais próximos. É importante ressaltar, por outro lado, que o show do Esporte não será protagonizado apenas pelos atletas, embora estes sejam os únicos que entram para a História. Há muitos outros personagens que estão por trás das cortinas e que muitas vezes nem são notados. Não me refiro simplesmente aos técnicos, comissão técnica, treinadores, assistentes, etc., que são os primeiros lembrados após os atletas. Quero falar sobre os outros indispensáveis personagens desta enorme peça chamada Jogos Pan-Americanos. Todo campeonato, seja uma Olimpíada ou torneio regional de bocha, se inicia com o Comitê Organizador.
O Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 (CO-RIO) é uma entidade não-governamental, sem fins lucrativos, dirigida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e que tem por objetivo principal organizar os Jogos Pan-Americanos e os Jogos Parapan-Americanos, que serão realizados logo após os Jogos. Criado em 18 de junho de 2003, é presidido por Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB.
Qualquer evento de grande porte também não pode dispensar a figura importantíssima do Voluntário. Nos Jogos do Rio, serão aproximadamente 15.000. Envolvidos em todos os tipos de atividades, como cozinhar na Vila Pan-Americana, dirigir ônibus com os atletas e técnicos até os locais de competição, entregar medalhas, içar bandeiras, realizar cadastros nos aeroportos, cuidar das entradas dos espectadores, limpar as bolas de vôlei de suor, distribuir as bolinhas de tênis, conduzir um ginasta até o aparelho em que executará o seu exercício, dar informações aos turistas, auxiliar os chefes de missão, e assim segue a lista.
Um Voluntário trabalha por prazer e, como diz a sua designação, não lucra com isso. Nos Jogos Olímpicos de Atenas, foram 45.000 Voluntários de praticamente todos os países do mundo e, sem a sua presença, os Jogos seriam inviáveis. O terceiro personagem coadjuvante, mas indispensável nesta história é o árbitro.
Necessário em todos os esportes e eventos, os árbitros internacionais são responsáveis por tudo o que acontece dentro das competições. Como árbitro federado de Atletismo, tenho uma certa experiência no assunto e posso afirmar: árbitro sofre. É sempre o primeiro a chegar, o último a sair e é, em muitos casos, a pessoa mais odiada pelo atleta, pelo técnico e, muitas vezes, pelos torcedores. Não encontrei um número exato para os Jogos Pan-Americanos, mas, só em termos de comparação, nas Olimpíadas de Inverno de Turim, em 2006, serão 650 árbitros e juízes, para menos da metade de atletas e para menos de um quarto de modalidades. Agora, sem dúvida, o que faz qualquer atleta lutar e dar o seu máximo é o quarto personagem. É o que faz a maior festa, que dá o colorido e a força que todos precisam, é o que grita sem parar, que veste as cores do seu país e que chora ao ouvir o hino nacional: é o torcedor. E, sem dúvida, o Rio de Janeiro será agraciado por torcedores dos 42 países participantes dos Jogos e por muitos outros europeus, africanos, asiáticos, oceânicos (se é assim que podem ser chamados) que estarão na Cidade Maravilhosa nesta ocasião e que irão assistir aos Jogos.
O colorido e a paz presente nas torcidas das Olimpíadas e eventos similares é o que dá toda a graça ao espetáculo. E eu estarei lá, de verde, amarelo, azul e branco, gritando e abraçando a minha bandeira. Dezessete dias com as mesmas cores. Boa sorte ao Rio.